terça-feira, dezembro 19, 2006

Natal e tal


Meu Natal é hoje
Assim como meu presente
Amanhã não quero estar sonâmbulo

Não quero uma árvore de Natal só para meus olhos
Quero luz além do dia, além da noite
Acesa; absoluta; sem minha presença dentro de mim

Ceia Santa a qualquer dia, a qualquer hora
20 de agosto, 30 de maio, às 5 da manhã
Não é farta. É abundante na medida do infinito

Adultos festejam
Desde que sejam crianças sem vagas no olhar
Coração sino retine ecoa longe bimbalhar

Meu Natal não é coisa e tal
Me cobre com um manto de linho
Me torna odre novo de puro vinho

Não quero tudo isso como um sonho
Como brinquedo quebrado sem dono
Há que ser véu descerrado

Livre

Sem abandono

Meu Natal não é coisa e tal

2 comentários:

Lu Cavichioli disse...

Oi Soriano, passei pra conhecer teu cantinho e ler também!
Está tudo muito bonito por aqui, iluminado como o natal!

Espero tua visita em meu bloguinho!
http://versoeflor.blogspot.com

Beijo da Lu

Benny Franklin disse...

Leandro: muito me agradou a forma perfeita de tua poética. Parabéns!