quinta-feira, maio 25, 2006

Transversos

Som transparente
Transpassou translúcido coração
Tão transpassado iniciou-se transformado
Tinham-no coitado
Inverso ficou são

Transpiro inverno
Aí reside minha desdita
Isso é coisa e coisa é dita
Travestida de palavra alheada
Como sou, tanto por mim
Quanto por um quase tanto

Vou chegando ébrio de consciência
Minha paz é ciência no sacro ofício
Em torno de mim, giro
Transfiro a dor até não mais pensar
O quanto flutuo não tenho como pesar
até me transportar além desta inversão

Um comentário:

silvia paiva disse...

cheguei com saudades...
adoro seus textos
beijos